No Brasil, o Sistema CRISPR/Cas9 está sendo utilizado para estudar a leishmaniose, uma doença causada por um protozoário e transmitida pelo mosquito-palha, a qual pode levar à morte em suas formas mais graves. Ou seja, a manipulação genética do parasita com esse sistema permitiria o desenvolvimento de uma nova linhagem de parasitas “vacinais”, que não causam infecções, apenas estimulam o sistema imunológico a se proteger em longo prazo. É assim que o Brasil vem colecionando vitórias como a erradição da varíola, em 1973, e da poliomielite, em 1989, conquistadas por um dos programas de vacinação mais bem-sucedidos do mundo, o Programa Nacional de Imunizações. Para que todos tenham vida em abundância, os líderes da Pastoral da Criança orientam e levam informações para as famílias, com o objetivo de assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar, conforme o 3º Objetivo do Desenvolvimento Sustentável (ODS), promovido pela ONU. Afinal, o ambiente doméstico é lugar de convivência constante (especialmente no atual momento de home office e isolamento social).
Como forma de prevenção, a especialista defende que algumas medidas simples podem ser adotadas, sendo a primeira delas a realização das vacinas para as hepatites tipo A e B. A infectologista alerta que o conhecimento ainda é o maior aliado para combater e erradicar todas as formas da hepatite, pois só através dele é possível quebrar o ciclo de transmissão que sustenta a doença. O mecanismo de transmissão das hepatites tipo A e E pode ser fecal-oral, ligado a condições de saneamento básico, qualidade da água, alimentos contaminados e má higiene pessoal. Enquanto a via de transmissão das hepatites tipo B e C estão relacionadas às questões sexuais (sendo considerada uma doença sexualmente transmissível) e sanguíneas (através de objetos perfurocortantes como agulhas. e alicates e transfusão de sangue). De acordo com a presidente da Sociedade Goiana de Infectologia, a médica Christiane Kobal, o nome é dado para toda inflamação que atinge o fígado, podendo ser causada por vírus, medicamentos, álcool, doenças autoimunes, metabólicas e genéticas. Entretanto, existe, ainda, com menor frequência, o vírus da hepatite D (mais comum na região Norte do País) e o vírus da hepatite E.
O objetivo do SCIH, segundo a coordenadora médica da infectologia, Larissa Negromonte, é prevenir as infecções que podem acontecer no ambiente hospitalar. “Sabemos que a maior parte do nosso trabalho é focada nos pacientes, mas também temos essa interface com os profissionais que atuam na instituição. Como o ambiente hospitalar é cercado de riscos para o trabalhador de saúde, nós sempre realizamos diálogos de segurança, educativos, para que a atuação do profissional de saúde no ambiente hospitalar seja segura”, explicou. Não por acaso, lavar bem as mãos é uma das principais formas de prevenção do coronavírus. O cuidado é uma medida fundamental de higiene pessoal e evita o contato com microrganismos. Enquanto ela não é lançada, o importante é evitar a todo custo ser picado pelo mosquito transmissor - sobretudo na região da Amazônia, onde são registrados 99% dos casos no Brasil.
As zoonoses compreendem uma grande porcentagem de todas as doenças infecciosas recém-identificadas, bem como muitas das existentes. Algumas doenças, como o HIV, começam como zoonoses, mas depois se transformam em cepas exclusivamente humanas. Outras zoonoses podem causar surtos de doenças recorrentes, como o vírus Ebola e a salmonelose. Outros ainda, como o novo coronavírus que causa o COVID-19, têm potencial para causar pandemias globais. Dessa forma, essa inovação contribui para a contenção das doenças infecciosas, diminuindo as chances do surgimento de novos casos. Ou seja, mais um exemplo de como a tecnologia ajuda na prevenção não apenas individualmente, mas sim em toda a sociedade.
Causada pelo vírus SARS-CoV-2, a COVID-19 é uma doença infeciosa que afeta diferentes partes do organismo e que nos casos graves, há risco de morte. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), do total de pacientes infectados, cerca de 20% vão precisar de atendimento hospitalar devido às dificuldades respiratórias. No entanto, como bem aponta o psicólogo e divulgador científico americano Steven Pinker, no livro O Novo Iluminismo, batalhas como essas não são vencidas apenas com “fármacos de alta tecnologia, como vacinas, antibióticos, medicamentos antirretrovirais e vermífugos. Elas também abrangem ideias – que podem ter uma implementação barata e parecer óbvias depois que já foram concebidas, mas que salvam milhões de vidas”. Já a primeira dose da hepatite A só é realizada quando a criança completar 12 meses ou um ano de idade, sendo o reforço feito aos 18 meses. Caso o protocolo não tenha sido seguido adequadamente, a recomendação é de que essas doses sejam feitas, ainda que tardiamente.
A síndrome da imunodeficiência adquirida, AIDS, é uma doença infecciosa causada pelo HIV, que é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Ele ataca o sistema imunológico provocando baixa imunidade e o surgimento de diversas doenças oportunistas se não houver tratamento adequado, o que pode ser fatal. É possível prevenir a infecção, principalmente, usando preservativo em qualquer tipo de relação sexual e esterilizando objetos perfurocortantes antes de usar. Também há profilaxias que podem ser feitas antes e depois de uma possível exposição ao vírus. Kobal avalia que um dos grandes problemas das hepatites é que, via de regra, elas são assintomáticas, ou seja, silenciosas, impossibilitando o paciente de perceber que possui uma doença grave. Só mesmo quando surgem complicações mais sérias ou sintomas, tais como febre, mal estar, dor abdominal, vômitos, icterícia, urina escura e fezes claras, que o paciente suspeita que pode ter alguma coisa errada.
Alguns cuidados importantes incluem lavar verduras, frutas e legumes com atenção, além de armazenar alimentos crus e cozidos de forma separada na geladeira. Atualmente, a doença infecciosa de mais destaque é a própria COVID-19, que vem sendo combatida em todo o mundo. Já a ressonância magnética, que usa um campo magnético em vez dos raios X, como o próprio nome indica, permite o diagnóstico de infecções que atingem o cérebro, a medula espinhal, a coluna vertebral e as articulações, entre outras possibilidades. Uma grande iniciativa nessa área é uma premiação promovida pela Comissão Europeia para o melhor sistema de alerta rápido de epidemias. Iniciado em abril de 2018, o concurso oferece 5 milhões de euros ao vencedor, que será conhecido no início de 2021.
Na cerimônia de assinatura, a CAS destacou que a visita de Lula e a assinatura do acordo mostram a importância de uma parceria ampla e de alto nível para os dois países. Isso sem falar nos benefícios para os pacientes, que recebem laudos altamente confiáveis de forma muito mais rápida e sem precisar se deslocar para os grandes centros, fatores essenciais para evitar um agravamento no quadro. Os populares exames de raios X, por exemplo, entre diversas outras funções, permitem desde a identificação de cáries até a confirmação do diagnóstico de pneumonias e tuberculose, possibilitando um tratamento correto e evitando uma piora no quadro. Por isso, os pesquisadores estão em busca de novos sistemas de gerenciamento, capazes de cruzar dados sobre o clima, o número de vetores viáveis e a geolocalização com a precisão e a rapidez necessárias para impedir a epidemia de se instalar. Hoje, contamos com uma infinidade de fontes dessas informações, desde sistemas de monitoramento das águas, sensores agrícolas e aéreos e até mesmo os satélites, que nos ajudam a detectar que as chances de uma doença infecciosa se espalhar estão aumentando.
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