Educação Sexual: O Que É, Como Abordar E Informações

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Educação Sexual: O Que É, Como Abordar E Informações

Os papeis sociossexuais, impostos pelos valores culturais, absolvidos desde a infância também caracterizam e moldam cada sexo. Alguns responsáveis podem ser contrários ao ensino de educação sexual na escola por questões religiosas ou morais. Assim, os gestores e professores devem conversar abertamente e explicar a importância do conteúdo.
No Brasil, foi a partir de meados dos anos 80 que a a demanda por trabalhos na área da sexualidade nas escolas aumentou, como forma de combater a epidemia de AIDS e a gravidez precoce. Nenhuma educação sexual visa ensinar ou estimular que os alunos pratiquem algum tipo de ato sexual em si. Para além disso, as universidades e faculdades que formam professoras e professores necessitam de maior ênfase na formação docente para realização de práticas de Educação Sexual para que tenham condições de realizar este trabalho. É necessário e premente priorizar a construção desses conhecimentos nos currículos dos cursos de licenciatura para que haja avanços significativos. É, também, injusto exigir que a movimentação para a realização de trabalhos com Educação Sexual esteja única e exclusivamente sob responsabilidade de professoras e professores. Por outro lado, assim como ocorreu com a Reforma do Ensino Médio, profissionais e estudiosos da educação afirmam que a BNCC é descolada da realidade, uma vez que busca a obtenção de melhores resultados em indicadores internacionais de países cuja realidade nada tem a ver com a brasileira.
São temas como construção e reconstrução de identidade, desigualdade de gênero e questões relacionadas à sexualidade e à orientação sexual. As decisões são deles [os alunos]”, pontua o professor José Carlos Carreiro Carreiro, um dos responsáveis pelo projeto, à GALILEU. Em fevereiro, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), comandado por Damares Alves, lançou uma campanha com o objetivo prevenir a gravidez na adolescência.
— O professor saberá do processo cognitivo dessa criança e adolescente e o que eles conseguem receber e entender. Estudantes do ensino básico do país voltarão a ter aulas sobre saúde sexual e reprodutiva e prevenção de HIV/IST, anunciou o Ministério da Saúde nesta quarta-feira. A retomada integra  o Programa Saúde na Escola (PSE), política iniciada em 2007 com a Educação. Segundo a pasta, 99% dos municípios aderiram ao programa e receberão recursos para materiais e equipes.
É na escola que as crianças apresentam, através de atos involuntários ou não, situação de excitação, autoerotismo, imitação de jogos sexuais, desenhos, gestos e palavras consideradas obscenas, dentre outras sensações afetivo-sexuais próprias à sua fase de desenvolvimento, mas que, muitas vezes, tornam-se impróprias. Além da violência machista sofrida por Dilma, o governo sofre pressão social em meio a uma desaceleração da economia, o que acabou por acarretar uma crescente rejeição à presidenta. O ano de 2013 foi adotado como marco inicial de um grande período de instabilidade social e política no Brasil, apesar de esse processo ter tido início há algum tempo. As chamadas “Jornadas de Junho” foram grandes manifestações populares que se opunham, inicialmente, ao aumento das tarifas de transporte público, mas que acabaram, à medida que ganhavam o apoio popular, abarcando uma série de reivindicações de diversos movimentos da sociedade civil, muitos dos quais conflitantes. Um fato importante a ser observado é que ao longo do tempo, a Educação Sexual começa a ficar cada vez mais diluída dentro do discurso da diversidade e dependendo cada vez mais da interpretação dada ao texto.

A educação sexual ensina à crianças e adolescentes sobre sexualidade de forma didática e objetiva. “Muitas informações falsas afirmam que, ao trabalharmos com educação em sexualidade, estaríamos ‘incentivando’ a erotização infantil, o que não é verdade”, pontua Eliane. Ele fazia referência, de forma distorcida, a um documento publicado em 2010 e voltado para autoridades, especialistas e profissionais de escolas e serviços de saúde sobre programas de educação sexual na Europa. O texto defendia "uma interpretação  positiva da sexualidade", considerando-a parte natural do desenvolvimento humano e discutindo como lidar com o tema em cada faixa etária.

Conversar com a criança sobre a sexualidade não estimula a prática sexual precoce, muito pelo contrário”, afirma a psicopedagoga Miriam de Oliveira Dias, em entrevista para o portal Escolas Exponenciais. Por isso, neste texto, vamos discutir a importância de falar sobre o assunto, a fim de entender a educação sexual infantil sem exageros e sem os “fantasmas” de quem trata o tema como uma obscenidade e se aproveita dele como uma bandeira política. A educação sexual aborda diversas faces da sexualidade, o que é muito importante para o desenvolvimentos de crianças e adolescentes saudáveis e maduros. Além  disso, o entendimento da sexualidade forma pessoas conscientes, que entendem sobre consenso e não toleram assédio sexual.
No Brasil, uma menina entre 10 e 14 anos se torna mãe a cada 24 minutos, segundo estudo da Secretaria de Saúde de São Paulo. E segundo a Fundação Abrinq, 30% delas não concluem o ensino médio por se tornarem mães. Maria da Cruz aponta outra questão que os preocupa que é o preconceito de gênero e a homofobia.

É na adolescência que começam as práticas sexuais, e os jovens precisam compreender corretamente que eles podem transmitir e pegar doenças sexualmente transmissíveis, por exemplo. Psicóloga e sexóloga, Alessandra Araújo considera a retomada da política fundamental para prevenir casos de abuso sexual e gravidez na infância ou adolescência. Segundo a especialista, quanto menos informação tem a criança sobre a vida sexual, maior a possibilidade de enfrentar situações traumáticas como as citadas. As teses científicas sobre a juventude enfatizam que, a partir de transformações corporais e do desenvolvimento dos hormônios sexuais, o corpo na adolescência está à mercê de impulsos de difícil controle. Então, nessa perspectiva, o planejamento e a premeditação estão descartados da relação sexual. O que permite ao jovem ingressar na vida sexual parece ser o acaso e o impulso do momento.

Educação sexual


Episódios como esse escancaram uma triste realidade em nosso país, milhares de crianças são violentadas no seu próprio lar. O lugar onde deveria se sentir segura e acolhida, dá espaço para terror psicológico, assédio, abuso, estupro. Muitas crianças se sentem acanhadas de denunciar, visto que dariam mais credibilidade a um adulto.
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