Secretaria Estadual De Saúde De Pernambuco Secretaria Estadual De Saúde De Pernambuco

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Secretaria Estadual De Saúde De Pernambuco Secretaria Estadual De Saúde De Pernambuco

Destina-se, em primeira instância, ao serviço local de saúde incumbido de controlar a ocorrência. Quando reunidas de forma sistematizadas, as notificações passam a compor sistemas de informações próprios, que possibilitam o acompanhamento, de forma mais ampla, das características do fenômeno estudado, quanto à sua distribuição e tendências. Através do Decreto Municipal nº 4.509, de 16 de fevereiro de  2023, a Prefeitura de Montes Claros declarou situação de emergência em saúde pública no Município em razão do surto de doenças infecciosas virais pelo período de 120 dias.

A maioria das estimativas para o período de incubação da COVID-19 varia de 1 a 14 dias e geralmente é de cerca de cinco dias. Basta lembrar dos surtos de Covid-19 relatados em diversos cruzeiros no início de 2021. Em dezembro do mesmo ano, após a retomada das operações no país, um navio navegava na costa do Rio de Janeiro com mais de 3.500 pessoas a bordo quando vários membros da tripulação começaram a apresentar sintomas semelhantes aos da gripe. Tais medidas localizadas foram sucedidas pela implementação de ações semelhantes nas outras províncias chinesas afetadas e em diversos países asiáticos, bem como em outros países ao redor do mundo.
Embora seja impossível para os países alterar algumas das variáveis estudadas, como o clima, a expectativa de vida e a proporção de idosos, por exemplo, sua influência na disseminação da doença deve ser levada em conta na formulação de políticas públicas, ajudando a definir estratégias de testagem e de isolamento social, defendem. Após analisar dados de 126 países, entre eles o Brasil, pesquisadores das universidades de Campinas (Unicamp) e de Barcelona identificaram um conjunto de fatores que teriam favorecido o espalhamento rápido do vírus na fase inicial da epidemia, ou seja, antes que fossem adotadas políticas públicas para conter o contágio.  Na maioria dos casos, o período de incubação do vírus varia de 1 a 7 dias após a contaminação.

Medidas contra surtos de doenças


No entanto, é importante a instituição de uma lista mínima nacional que inclua as doenças cujas informações sejam de interesse para o país. Nesse cenário político, no qual se soma, à crise sanitária, uma grave crise política, a implementação das medidas de controle, incluindo o distanciamento social, tem sido assegurada pelos governadores e prefeitos (e, por vezes, pelo Judiciário), principalmente nos estados mais afetados. A autonomia administrativa dos estados e municípios em áreas como saúde, educação e comércio, prevista na Constituição Federal, restringe a possibilidade de interferência direta do governo federal em decisões de governos locais. Isso tem sido objeto de discussão pelo Supremo Tribunal Federal e até o momento tem prevalecido o reconhecimento da autonomia de estados e municípios quanto à adoção de medidas de emergência que digam respeito à saúde pública.

Neste caso, a doença se faz presente em diversos locais ou comunidades, para além daquele em que foram inicialmente identificados. A resposta, basicamente, tem relação com a escala e a frequência com a qual uma doença está contaminando as pessoas. Durante a produção, processamento, transporte, preparação, armazenamento ou distribuição dos alimentos, tanto na indústria, no comércio ou mesmo em casa, o alimento pode ser exposto à contaminação com substâncias nocivas à saúde humana ou microrganismos infecciosos ou toxigênicos. Falhas na cadeia de produção ou o abuso de exposição a tempo e temperatura inadequados ou mesmo falhas na manipulação com práticas inadequadas podem permitir a sobrevivência de microrganismos ou toxinas e a proliferação de bactérias patogênicas. No início de dezembro de 2021, um residente de uma vila agrícola da Indonésia chegou a um hospital com sintomas febre, dores nas articulações e manchas vermelhas na pele. A área onde o paciente morava, com muitas lagoas e em plena estação das chuvas, estava em alerta máximo para a dengue.
“Uma curiosidade ao público é que são essas constantes transformações que garantem que os vírus tenham um sistema mais competente de infecção e transmissibilidade para garantir a perpetuação entre os seres vivos”, explica a doutora. Outro grupo de risco são os acumuladores, aqueles que possuem um transtorno psicológico que os leva a armazenar uma enorme quantidade de itens e até mesmo de animais. “Os acumuladores possuem falta de condições sanitárias de saúde humana, animal e ambiental, o que também impacta a saúde e proporciona condições para novas doenças”, conclui.
A suspensão do contato com a família intensifica a sensação de isolamento e de insegurança. A boa coordenação entre as equipes locais envolvidas na comunicação de riscos aos envolvidos é fundamental para a contenção de um surto. Existe uma preocupação generalizada de que possa haver grandes surtos nas cadeias e penitenciárias e que esses locais possam amplificar a transmissão da Covid-19 nas comunidades vizinhas (OKANO; BLOWER, 2020). Para cada um dos agravos listados no parágrafo anterior, argumentos favoráveis e desfavoráveis à inclusão ou exclusão foram explicitados, o que provocou um rico debate. Neste processo, decidiu-se que, na inexistência do consenso quanto à exclusão de uma doença, já contida na lista da última Portaria Ministerial (1996), recomendava-se sua permanência.
Dessa forma, conseguimos identificar cada vez mais patógenos (organismos que causam doenças) que, na verdade, já existiam, só não eram ainda estudados ou identificados. No caso da descoberta de uma nova doença causada por um vírus, Viviane explica o conceito de vírus emergente, que significa o surgimento ou identificação de um novo vírus como agente infeccioso. Ela conta também que há estudos matemáticos para estimar a periodicidade de novos surtos com dados estatísticos de epidemias ao longo dos séculos e os fatores listados anteriormente.

A pandemia de COVID-19 tem desafiado pesquisadores e gestores a encontrar medidas de saúde pública que evitem o colapso dos sistemas de saúde e reduzam os óbitos. Esta revisão narrativa buscou sistematizar as evidências sobre o impacto das medidas de distanciamento social na epidemia de COVID-19 e discutir sua implementação no Brasil. Foram triados artigos sobre o efeito do distanciamento social na COVID-19 no PubMed, medRXiv e bioRvix, e analisados atos do poder público nos níveis federal e estadual para sumarizar as estratégias implementadas no Brasil. Os achados sugerem que o distanciamento social adotado por população é efetivo, especialmente quando combinado ao isolamento de casos e à quarentena dos contatos. Recomenda-se a implementação de medidas de distanciamento social e de políticas de proteção social para garantir a sustentabilidade dessas medidas. A ocorrência de casos novos de uma doença (transmissível ou não) ou agravo (inusitado ou não), passíveis de prevenção e controle pelos serviços de saúde, indica que a população está sob risco e pode representar ameaças à saúde que precisam ser detectadas e controladas ainda em seus estágios iniciais.
Uma das possíveis explicações para que tal situação se concretize encontra-se no controle inadequado de fatores de risco, por falhas na assistência à saúde e/ou medidas de proteção, tornando imperativa a necessidade de seu esclarecimento para que sejam adotadas as medidas de prevenção e controle pertinentes. Nestas circunstâncias, a investigação epidemiológica de casos e epidemias constitui atividade obrigatória de qualquer sistema local de vigilância epidemiológica. A notificação deve ocorrer sempre que houver evidência de fonte comum de alimento que possa ter gerado o surto. A investigação inicia-se pela identificação dos comensais (doentes e não doentes), definindo o caso, período de incubação para elaboração de hipóteses do agente etiológico e alimento suspeito.
https://www.mprj.mp.br/conheca-o-mprj/areas-de-atuacao/civel/documentos-e-publicacoes/manual-de-atuacao-em-dependencia-quimica
https://www.cnnbrasil.com.br/saude/drogas-k-sao-100-vezes-mais-potentes-do-que-a-maconha-e-causam-efeito-zumbi-entenda/